Serigrafia 3D amplia as possibilidades do vidro ao incorporar relevo e informações em braile diretamente na embalagem
A embalagem sempre foi um ponto de contato entre marca e consumidor. Mas, para uma parcela do público, esse contato ainda depende de informações que nem sempre estão disponíveis de forma acessível.
É nesse espaço que o design inclusivo começa a ganhar novas possibilidades. Tecnologias de impressão e acabamento permitem incorporar à própria embalagem elementos táteis, transformando superfície, textura e relevo em recursos de comunicação.
Um exemplo vem da Wheaton, que utiliza a Serigrafia 3D para criar aplicações em relevo sobre embalagens de vidro, incluindo informações em braile.
Mais do que uma solução estética, o recurso pode facilitar a identificação do produto por pessoas com deficiência visual, permitindo que determinadas informações sejam reconhecidas pelo toque e reduzindo a dependência de elementos externos à embalagem.
Do acabamento à experiência
A tecnologia também abre uma discussão interessante para o setor: o acabamento da embalagem pode cumprir simultaneamente funções estéticas, funcionais e de acessibilidade.
Relevos, texturas e diferentes aplicações podem ser incorporados ao projeto sem necessariamente comprometer a identidade visual da marca. Pelo contrário, podem acrescentar uma nova dimensão à experiência de consumo.
Esse movimento acompanha uma transformação mais ampla no desenvolvimento de embalagens. À medida que as marcas passam a olhar para diferentes perfis e necessidades de consumidores, acessibilidade deixa de ser um recurso complementar e começa a fazer parte das decisões de design.
No caso do vidro, isso ganha ainda mais relevância porque a própria superfície da embalagem passa a participar da comunicação.
A embalagem deixa de ser apenas algo para ver. Pode ser também algo para sentir, reconhecer e compreender.
É uma mudança aparentemente simples, mas que coloca uma questão importante para a indústria: se a embalagem é um dos principais pontos de contato com o consumidor, por que não fazê-la acessível a mais pessoas?
Curadoria PACK | Fonte: Wheaton
