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Como a Sidel Está Redefinindo a Eficiência Industrial com Inteligência Preditiva

Tecnologia

Como a Sidel Está Redefinindo a Eficiência Industrial com Inteligência Preditiva

Por

Cristina Banaskiwitz

·

7 de maio de 2026

·

2 min

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No cenário industrial brasileiro, eficiência já não é mais uma vantagem competitiva. Tornou-se um requisito básico. Com tarifas de energia projetadas para subir cerca de 8%, acima da inflação, os fabricantes de alimentos e bebidas enfrentam uma pressão crescente sobre margens e desempenho operacional.

Nesse contexto, a tecnologia deixa de ter um papel de suporte e passa a assumir uma função estrutural. Já não está restrita aos equipamentos, mas se consolida como uma camada integrada que conecta dados, performance e tomada de decisão em todo o ambiente produtivo.

 

O custo da incerteza

Para uma indústria que movimenta aproximadamente R$ 1,39 trilhão por ano no Brasil, a imprevisibilidade operacional representa um risco financeiro mensurável. Paradas não planejadas, frequentemente tratadas como um problema operacional, passam a impactar diretamente receita, eficiência e cumprimento de prazos.

Modelos tradicionais de manutenção, sejam reativos ou baseados em ciclos preventivos fixos, têm dificuldade em acompanhar a complexidade dos sistemas produtivos atuais.

A transição para a manutenção preditiva não é incremental. Trata-se de uma mudança na forma como o risco industrial é gerenciado.

Dentro desse movimento, plataformas digitais como o EvoON, desenvolvido pela Sidel, permitem um novo nível de visibilidade operacional. Ao integrar analytics preditivo com recursos de Digital Twin, os fabricantes conseguem monitorar o comportamento dos equipamentos em tempo real e antecipar falhas antes que impactem a produção.

 

Dados como variável financeira

A digitalização deixou de ser um investimento exclusivamente técnico. Ela passa a ser tratada como uma alavanca financeira.

Quando bem implementados, sistemas orientados por dados podem gerar ganhos mensuráveis:

  • Reduções de consumo de energia entre 15% e 20%, ajudando a mitigar o aumento dos custos

  • Maior disponibilidade das linhas, com a redução de paradas não planejadas

  • Uso mais eficiente de materiais, reduzindo desperdícios e apoiando metas de sustentabilidade

Além dos ganhos operacionais, esses resultados contribuem para o alinhamento com diretrizes ESG, cada vez mais relevantes na alocação de capital e no posicionamento de mercado.

 

Da manutenção à gestão de performance

Uma transformação importante ocorre no nível operacional. Os dados deixam de estar restritos a ambientes centralizados de controle.

Com a expansão de interfaces móveis e sistemas integrados de suporte, os insights passam a estar disponíveis em toda a planta. Equipes de manutenção e operação conseguem atuar com base em informações em tempo real, reduzindo o tempo de resposta e aumentando a precisão das decisões.

Essa evolução redefine o papel dos profissionais industriais, que deixam de atuar de forma reativa para assumir uma abordagem contínua de otimização de performance.

 

Escalando com inteligência

Com o segmento de bebidas não alcoólicas projetando crescimento significativo até 2026, os fabricantes enfrentam um desafio duplo: aumentar a produção e, ao mesmo tempo, controlar custos.

A inteligência preditiva permite que os sistemas produtivos respondam de forma dinâmica às variações de demanda. Em vez de depender exclusivamente de investimentos intensivos em expansão, torna-se possível extrair maior capacidade dos ativos existentes por meio de planejamento e precisão operacional.

 

Conclusão

Em um ambiente marcado por pressão de custos e volatilidade de demanda, previsibilidade deixa de ser diferencial e passa a ser uma capacidade estratégica.

A integração entre ferramentas digitais avançadas e operações industriais sinaliza uma transformação mais ampla. A competitividade passa a ser definida não apenas pelos ativos físicos, mas pela capacidade de interpretar, antecipar e agir com base em dados.

Autora
Cristina Banaskiwitz
Diretora & Publisher da Pack. Cobre o mercado de embalagens brasileiro há mais de uma década, com foco em alimentos, bebidas e tecnologia industrial.

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