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Da resina à circularidade: como a Braskem avança na transformação da indústria de embalagens

Indústria

Da resina à circularidade: como a Braskem avança na transformação da indústria de embalagens

Por

Cristina Banaskiwitz

·

25 de maio de 2026

·

2 min

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No Dia da Indústria, a discussão sobre competitividade, sustentabilidade e segurança das cadeias produtivas ganha ainda mais relevância para o setor de embalagens. Base de praticamente toda a indústria de transformação, a petroquímica segue desempenhando papel estratégico no fornecimento de matérias-primas utilizadas em segmentos como alimentos, bebidas, cosméticos, farmacêutico, higiene, construção civil e saúde.

 

Em um cenário marcado pela pressão global por descarbonização e economia circular, empresas petroquímicas aceleram investimentos em eficiência operacional, energia renovável e desenvolvimento de resinas de origem renovável, movimento que impacta diretamente toda a cadeia de embalagens plásticas.

 

A Braskem, uma das principais produtoras de resinas termoplásticas das Américas, reforçou nesta semana a importância estratégica da indústria petroquímica para o desenvolvimento econômico e industrial do país. Segundo dados citados pela companhia, a indústria respondeu por 23,4% do PIB brasileiro em 2025, consolidando-se como um dos principais motores da economia nacional.

 

Para o mercado de embalagens, o avanço dessa agenda representa um movimento importante em direção à ampliação do uso de materiais recicláveis, resinas circulares e matérias-primas de fonte renovável.

 

Atualmente, a Braskem mantém capacidade nominal de produção de 275 mil toneladas anuais de bioeteno na unidade de Triunfo (RS), matéria-prima utilizada no portfólio de resinas renováveis I’m green™, utilizado por marcas globais em aplicações ligadas à indústria de embalagens.

 

Outro destaque está no crescimento das iniciativas ligadas à economia circular. Segundo a empresa, o ecossistema Wenew, voltado a soluções circulares e renováveis, superou 82 mil toneladas em vendas em 2025 e já reúne mais de 90 grades de resinas e produtos químicos.

Além da agenda ambiental, a competitividade industrial também aparece como um dos principais desafios do setor. Custos energéticos, pressão internacional, volatilidade cambial e necessidade de inovação vêm exigindo investimentos constantes em modernização e eficiência operacional.

 

Em 2025, a Braskem realizou investimentos corporativos de aproximadamente US$ 434 milhões voltados à modernização industrial, segurança operacional e eficiência produtiva.

Para especialistas da cadeia de embalagens, o fortalecimento da petroquímica nacional tem impacto direto na disponibilidade de matérias-primas, previsibilidade de fornecimento e competitividade da indústria transformadora brasileira.

 

A tendência é que temas como circularidade, descarbonização, resinas recicladas pós-consumo (PCR) e matérias-primas renováveis ganhem ainda mais espaço nas estratégias das grandes indústrias nos próximos anos, impulsionados por metas ESG, novas regulações e demandas de consumidores e marcas globais. https://www.braskem.com.br/imgreen/home-pt

Autora
Cristina Banaskiwitz
Diretora & Publisher da Pack. Cobre o mercado de embalagens brasileiro há mais de uma década, com foco em alimentos, bebidas e tecnologia industrial.

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