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Garrafa PET de 600 ml chega a 9 gramas e reduz em 30% o uso de material

Menos material, sem abrir mão da resistência

15 de setembro de 2026

·

2 min

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Sidel desenvolve garrafa PET ultraleve de 600 ml para a Arpanon

Reduzir o peso de uma embalagem PET parece simples no papel. Na prática, significa encontrar o equilíbrio entre menor consumo de material, resistência mecânica, estabilidade durante o envase e capacidade de suportar as etapas de transporte e distribuição.

Foi esse o desafio enfrentado pela Arpanon Beverage Company Limited no desenvolvimento de uma nova garrafa PET de 600 ml para sua marca SENDAI. O projeto, realizado com a Sidel, resultou em uma embalagem de 9 gramas, aproximadamente 30% mais leve que o modelo anterior.

O resultado chama atenção não apenas pelo peso da garrafa, mas pela tentativa de trabalhar simultaneamente design da embalagem e eficiência da linha de produção.

Menos material, sem abrir mão da resistência

A nova garrafa utiliza gargalo 25/22 e foi desenvolvida sem a necessidade de utilização de nitrogênio. Segundo as informações fornecidas pela Sidel, mesmo com a redução de material, a embalagem mantém resistência à compressão superior a 30 kg.

Para chegar ao resultado, a otimização envolveu diferentes etapas, desde o desenho da pré-forma até o desenvolvimento da garrafa e os ajustes necessários na linha de produção.

Esse ponto é importante porque o chamado lightweighting — redução do peso da embalagem — não depende apenas de retirar material. A geometria da garrafa, a distribuição das paredes, o processo de sopro e as condições de produção precisam trabalhar em conjunto.

Embalagem e linha desenvolvidas em conjunto

A Arpanon também adotou uma linha Combi da Sidel com capacidade para 36 mil garrafas por hora, integrando sopro, enchimento e tampagem em um único sistema.

A integração entre embalagem e equipamento permitiu adequar o processo às características da nova garrafa. De acordo com a empresa, a pressão de sopro foi reduzida em aproximadamente um terço e o consumo de eletricidade por unidade caiu 50%.

Outro resultado informado foi o aumento da produtividade: a Arpanon teria duplicado sua produção utilizando apenas 25% da mão de obra anteriormente necessária. O tempo de produção também foi reduzido em aproximadamente 70%.

O impacto vai além do peso

O projeto mostra uma tendência que vem ganhando espaço na indústria de embalagens: o desenvolvimento da embalagem já não pode ser analisado isoladamente da operação que a produz.

Uma garrafa mais leve pode significar menor utilização de resina, mas, para que o ganho seja efetivo, é preciso preservar a performance no envase, no transporte e na distribuição. Ao mesmo tempo, mudanças no processo podem trazer ganhos adicionais em energia, produtividade e utilização de recursos.

No caso da Arpanon, a combinação das duas frentes também resultou, segundo a Sidel, em uma redução de resíduos em cinco vezes.

A experiência reforça uma questão cada vez mais presente no desenvolvimento de embalagens: o futuro do lightweighting não está apenas em produzir uma garrafa com menos plástico, mas em redesenhar todo o sistema para que essa redução seja tecnicamente viável e industrialmente eficiente.

Autora
Cristina Banaskiwitz
Diretora & Publisher da Pack. Cobre o mercado de embalagens brasileiro há mais de uma década, com foco em alimentos, bebidas e tecnologia industrial.

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