A indústria brasileira de papelão ondulado alcançou um novo recorde em junho de 2026. Segundo o Índice Brasileiro de Papelão Ondulado (IBPO), da EMPAPEL, foram expedidas 355,8 mil toneladas de caixas, chapas e acessórios, volume 5,1% superior ao registrado no mesmo período de 2025 e o maior já apurado para um mês de junho desde o início da série histórica, em 2005.
No acumulado do primeiro semestre, as expedições somaram 2,104 milhões de toneladas, alta de 3% em relação aos seis primeiros meses do ano passado. O desempenho reforça o aquecimento da atividade industrial e mantém o papelão ondulado como um dos principais indicadores da movimentação da economia brasileira.
Os números também acompanham a evolução da indústria de papel e celulose. Dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), do IBGE, mostram que o segmento de celulose, papel e produtos de papel cresceu 5,4% em junho, acumulando expansão de 7,3% em três meses consecutivos de resultados positivos.
Para o setor de embalagens, o cenário indica uma demanda sustentada tanto pela recuperação da atividade industrial quanto pela expansão do comércio eletrônico, que continua impulsionando o consumo de embalagens para transporte e distribuição.
Outro indicador positivo vem das fábricas. O consumo de papel destinado à produção de papelão ondulado aumentou 5,3% em junho, enquanto a produção das onduladeiras avançou 4,8%. O nível de emprego também acompanhou esse movimento, com crescimento anual de 3,6%.
Na avaliação de Marcel Batistella Mazurkyewistz, co-CEO da Mazurky, o papelão ondulado continua sendo um dos principais termômetros da economia por atender praticamente todos os segmentos produtivos. Segundo o executivo, além da atividade industrial, fatores como a expansão do e-commerce e a preferência crescente por embalagens recicláveis e de origem renovável seguem fortalecendo a demanda por soluções em papelão ondulado.
Apesar do cenário positivo, o desempenho do setor ao longo do segundo semestre ainda dependerá de fatores macroeconômicos, como inflação, taxa de juros e confiança da indústria e do varejo.
