Mamba Water cria lata comemorativa para a Orla Rio e amplia iniciativa de substituição de garrafas plásticas por alumínio nos quiosques cariocas
A embalagem deixou de ser apenas o recipiente de um produto. Em alguns projetos, ela passa a carregar também uma mensagem sobre consumo, território e sustentabilidade. É o que acontece com a Mamba Water, marca brasileira de água que nasceu em lata de alumínio e acaba de lançar uma edição comemorativa criada exclusivamente para os quiosques da Orla Rio.
A nova embalagem foi inspirada em um dos elementos mais reconhecíveis da paisagem carioca: as ondas do calçadão. O desenho foi combinado à identidade visual da marca, criando uma lata concebida especificamente para o projeto. Mais do que uma edição especial, a iniciativa procura associar o produto ao ambiente em que será consumido e reforçar a proposta de substituir gradualmente garrafas e copos plásticos por uma embalagem de alumínio.
O movimento começou em junho, em São Conrado, escolhido como praia modelo para o piloto. Segundo a Mamba Water, a iniciativa já representa uma redução estimada de 25 mil garrafas plásticas nas praias cariocas. A marca também está presente em outros 71 quiosques da Orla Rio, que vêm sendo incentivados a aderir à substituição.
“A lata comemorativa nasceu da vontade de levar para a embalagem um dos símbolos mais reconhecidos da orla do Rio: as ondas do calçadão”, explica Pedro Scooby, sócio da Mamba Water.
Por trás da embalagem, entretanto, existe uma cadeia que merece tanta atenção quanto o design. A produção das latas é realizada pela Ardagh Metal Packaging (AMP), enquanto a Novelis participa da etapa de reciclagem das latas pós-consumo, transformando o alumínio recuperado em chapas utilizadas na fabricação de novas embalagens.
É justamente nessa conexão entre design, material e cadeia produtiva que o projeto ganha relevância para a indústria de embalagens. A proposta não se limita a trocar um material por outro no ponto de venda. Ela procura estruturar uma solução em que a embalagem tenha continuidade depois do consumo, dentro de um sistema de reciclagem já consolidado no país.
Dados da Recicla Latas indicam uma taxa de reciclagem de 97,3% para latas de alumínio no Brasil, um índice que ajuda a explicar por que o material ocupa posição estratégica nas discussões sobre economia circular.
A iniciativa também está associada ao Mamba Water Project, programa da marca que destina um litro de água a comunidades do Rio de Janeiro em situação de vulnerabilidade a cada lata vendida. Assim, a embalagem passa a reunir três dimensões em um mesmo produto: consumo, impacto social e circularidade.
Para a PACK, talvez esteja aí o aspecto mais interessante desse projeto. A discussão sobre sustentabilidade das embalagens está deixando de ser apenas uma questão de material e começando a envolver todo o sistema que existe antes e depois da embalagem chegar às mãos do consumidor.
No caso da Mamba Water, a lata funciona simultaneamente como embalagem, elemento de comunicação e parte de uma cadeia de recuperação de material. E, ao ganhar uma identidade visual criada especialmente para a Orla Rio, assume ainda uma quarta função: a de conectar o produto ao território.
No mercado de bebidas, onde a disputa por atenção no ponto de venda é intensa, essa combinação pode ser particularmente relevante. A embalagem não apenas protege o produto; ela passa a contar onde ele está, no que acredita e o que pretende deixar depois de ser consumido.
