Aos 50 anos, empresa amplia sua presença internacional e aposta em tecnologia, inovação e circularidade para avançar em diferentes mercados
A indústria brasileira de transformados plásticos tem ampliado sua presença além das fronteiras do país. Um exemplo é a trajetória da Valgroup, que chega aos 50 anos com operações industriais em seis países de três continentes — Brasil, Espanha, Estados Unidos, Itália, México e Uruguai.
Fundada em 1976, em Lorena (SP), a companhia atua nas áreas de produção, transformação e reciclagem de plásticos e reúne atualmente mais de 7,5 mil colaboradores. Sua expansão internacional tem sido apoiada pelo Think Plastic Brazil, programa de internacionalização da indústria de transformados plásticos mantido em parceria entre a ApexBrasil e o Instituto Nacional do Plástico (INP).
Mais do que ampliar mercados, a experiência da empresa mostra um dos desafios da internacionalização da indústria: adaptar produtos e estratégias às características de cada país.
Exportar é apenas o começo
Para a Valgroup, atuar internacionalmente exige mais do que colocar produtos em outros mercados. Normas técnicas, especificações, cultura empresarial e relacionamento com clientes passam a fazer parte da estratégia.
“Exportar é a operação. O mais importante é entender a cultura de cada lugar, as normas técnicas aplicáveis e ganhar a confiança de quem está do outro lado do mundo”, afirma Eduardo Berkovitz, diretor de Relações Institucionais e Compliance da empresa.
O Think Plastic Brazil tem participado desse processo ao ampliar o acesso da companhia a mercados, eventos e potenciais parceiros. A participação em eventos internacionais, como a Feira K, na Alemanha, também é utilizada para apresentar tecnologias, validar soluções e estabelecer relacionamentos com empresas de diferentes mercados.
O movimento evidencia uma questão importante para o setor: competitividade internacional não depende apenas de capacidade produtiva, mas também de conhecimento sobre os mercados onde se pretende atuar.
Circularidade como estratégia industrial
Outro eixo da trajetória da Valgroup é a reciclagem e a circularidade do plástico.
A empresa afirma investir há cinco décadas em tecnologias voltadas à recuperação e reinserção do material no ciclo produtivo. Para os próximos anos, estabeleceu como metas alcançar a neutralidade de carbono até 2040 e reciclar o equivalente a 100% do volume de embalagens produzidas.
“Nossa meta é avançar, cada vez mais, na economia circular. Continuamos investindo em tecnologia de ponta para garantir que o plástico retorne ao ciclo produtivo com a máxima eficiência, transformando desafios ambientais em oportunidades de negócio”, afirma Berkovitz.
Da indústria brasileira para o mercado global
A trajetória da Valgroup acompanha uma transformação mais ampla do setor de plásticos: empresas brasileiras passam a combinar escala industrial, tecnologia, reciclagem e internacionalização como elementos de competitividade.
Ao completar 50 anos, a companhia deixa de olhar apenas para a expansão geográfica. O desafio agora é continuar crescendo em mercados diferentes, mantendo capacidade de inovação e avançando na circularidade de seus processos e produtos.
Para uma indústria que pretende competir globalmente, esse talvez seja o ponto central: não basta produzir mais. É preciso produzir com tecnologia, adaptar-se aos mercados e encontrar novas formas de gerar valor a partir do plástico.
